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Thiago Barbosa Gomes

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criado por Organika Mídias - 2019

Para um ano produtivo, uma só palavra basta

Há dez anos a Porto Editora faz um trabalho de sondar uma palavra para o ano que se abre à frente de nossos primos portugueses. A editora filtra os termos mais buscados nos meios de comunicação, redes sociais e no registro de consultas de seus dicionários online. Daí, em dezembro a população é convidada para uma votação final e a Palavra do Ano é anunciada em cerimônia pública no início de Janeiro.


A iniciativa nasceu para acompanhar o uso da língua, o que as pessoas mais têm buscado, no que mais vem pensando e também as transformações naturais da própria língua. Por extensão, acaba sendo possível conhecer como o país tem encarado os acontecimentos a partir daquela única palavrinha.


Não é tão romântico quanto parece: em 2017 a palavra escolhida foi “incêndios”. Naquele ano, trezentas pessoas foram feridas e mais de cem morreram por conta de sucessivos incêndios florestais. Comunidades inteiras se encontravam acaloradas, estressadas e traumatizadas. Mais de quinhentos mil hectares de floresta foi queimado. Ou seja, uma ferida nacional que ficará na história.


Aonde eu quero chegar: as palavras que usamos refletem nossa harmonia interna diante do mundo. Uma mente atravessada por sentimentos sem nome é como um marinheiro que se afoga em uma piscina. No caso de um país, o princípio é o mesmo; estamos falando da capacidade de criar, resistir e perseverar.


É natural repensar esse trio de atitudes entre o fim de um ano e o começo de outro. Mas, antes das certezas prometidas em planners, portas de armário ou geladeira aí vai uma dica que muito ajuda a guiar as decisões com mais calma, estratégia e também verdade: como a editora portuguesa, eleja uma palavra que conduzirá suas ações ao longo do novo ano. É um método aparentemente simples, mas exige uma reflexão franca de si mesmo mais do que apenas papel e caneta.


É um exercício que convida a um olhar sincero para as aspirações mais guardadas, seja por medo ou vergonha. Demanda uma análise franca de como estamos nos conduzindo e nos deixando ser diante das coisas, nossas aptidões e o que temos que pode servir de ajuda para que as metas não sufoquem a construção de um “eu” saudável.

Ao se anotar a palavra escolhida, criamos para nós um filtro que guiará nossas buscas e construções. Seja com mais coragem, calma ou planejamento. Ao final do ano, essa única palavra pode servir de métrica para avaliar se o que foi feito estava dentro do que se prometeu.


Não acredita em mim? Bem, um simples exercício como este estimula a amizade do nosso sistema límbico e córtex pré-frontal esquerdo, áreas cerebrais responsáveis pela emoção, entusiasmo e compromisso. Três palavrinhas que se tornam competência e parte do caráter quando levadas a sério. Como eu disse antes, não é tão romântico quanto parece. Mas não deixa de ser bonito e poderoso como de fato é.


Fui saber deste exercício depois de ter guiado meu 2019 pela palavra inspiração. Por sentir que algo ainda há algo a ser feito, escolhi que ela moldasse 2020 também. Mas não se preocupe: o desapego será exercitado! E você, qual é a sua palavra para o ano?



Artigo originalmente postado no Blog da Lince Humanização Corporativa



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