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Thiago Barbosa Gomes

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Como cultivar a esperança?

Atualizado: 15 de Nov de 2019

A esperança é uma das primeiras coisas a serem afetadas em situação de estresse, incômodo ou sofrimento emocional intenso. Perder um ente querido muito jovem ou um assalto violento, por exemplo, são eventos que podem ser traumáticos e atrapalhar a enxergar um futuro diferente.


No caso de Roberta, sobre quem já conversamos antes aqui, a situação era que ela se via impaciente e desgastada por um conflito familiar. Para todas as minhas sugestões de solução (atividade física para relaxar, meditação, psicoterapia ou apenas um diálogo franco) sua resposta era “não funciona” ou “não tem jeito”. Os caminhos para alcançar um futuro menos arenoso não lhe atraíam, tamanho seu pessimismo e desesperança. Se você não se lembra deste encontro, poderá ler sobre ele aqui, onde falo do otimismo.


Considerada a prima-irmã do otimismo, a esperança se tornou objeto de estudo científico e foco de intervenção em psicoterapia por influenciar diretamente na produtividade e desempenho (acadêmico, atlético e no trabalho), na aprendizagem e na convivência. Este artigo é sobre os benefícios psicológicos práticos da esperança e como cultivá-la no dia a dia.


O que é ser esperançoso?


Não é romantismo, então, falar de esperança, já que ela ajuda a construir nossas vidas com mais segurança e enxergar como fazer isso pelas nossas próprias mãos. Por definição, a esperança é a percepção do que pode ser feito para se conseguir o que quer.


É importante ter em mente que a esperança não é a espera passiva por eventos bons em meio ao caos ou a fantasia de mudar coisas que não podem ser mudadas. Por ser parente do otimismo, ela se concentra na capacidade de fazer e transformar. Circunstâncias , projetos ou coisas. Da perspectiva da inteligência emocional, ser esperançoso significa que não vamos sucumbir em ansiedade intensa, autopunição ou depressão.


À medida que exercitamos a esperança, fica mais claro quais são nossas capacidades. Conseguimos categorizar o que é expectativa, no que se baseia nossos medos e, portanto, o motivo de certas necessidades. Pessoas esperançosas mostram menos distúrbios emocionais de modo geral. Por extensão, se dedicam aos seus projetos com mais profundidade e estratégia.

Como cultivar a esperança, então?


A Regra 3:1 (Regra três para um), comentada anteriormente aqui, é de grande ajuda para se criar soluções realistas. À medida que adotamos um olhar mais otimista, a esperança também vai amadurecendo em nós. Com ela, enxergamos com mais coragem nossas vulnerabilidades e a não tratar o sentimento como um fato imutável.


Não significa que seja um exercício de efeito imediato. Exige treino e de início esse novo olhar para as coisas pode ser sentido como falso e artificial. Daí a importância de se permitir a flexibilidade, ou seja, testar novos comportamentos e ver o quanto eles ajudam a se adaptar e tocar com a rotina. Por exemplo, uma atividade física diferente do costumeiro como fazer trilhas, um curso de cerâmica ou mesmo um voluntariado.


A esperança demanda um fazer que vai para além do individual. À medida que a exercitamos, ficamos mais próximos de pessoas também motivadas por transformação, que tratam seus alvos com seriedade assim como seu bem-estar. Ao mesmo tempo, sabemos como reagir melhor a pessoas encaixotadas pela amargura ou debilitadas pela melancolia. A esperança é um treino que nos ajuda a enxergar o nosso possível no agora, a fazer do amanhã meta e a não viver martirizado com que não foi feito ou deu errado antes.



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Fontes

Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente – Daniel Goleman, Editora Objetiva (1995)

Como manter a mente sã – Philippa Perry, Editora Objetiva (2012)

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