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Thiago Barbosa Gomes

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criado por Organika Mídias - 2019

Como levantar o moral

Atualizado: Fev 7

Um dos estados de espírito do qual as pessoas mais se esforçam para se livrar é a tristeza. Ao mesmo tempo em que é sentida como uma pedra no caminho para a autorrealização é também vendida como um sinal de falta de habilidade.


Porém, assim como todo sentimento, ela é uma prova de que existimos. E como tal não deveria ser encarada como algo negativo. Nos termos do filósofo Matheus Jacob, “só existem tristezas por existirem questões no mundo que estão muito além de nosso controle”.

Esse sentimento se manifesta de maneiras muito particulares em cada um, mas geralmente envolve a necessidade de mais quietude e algum grau de recolhimento. Mas como entender e acolher esse estado de retraimento em nós? Como saber até onde ele é natural? E como agir para levantar o moral? É o que você vai aprender aqui neste artigo.


O que é a tristeza?


Em termos de inteligência emocional, a tristeza é mais que mera reação diante da falha ou decepção. Ela é como um retiro para se organizar as ideias, um meio de analisar com franqueza se houve muita expectativa ou se foi uma eventualidade da vida. É uma condição que demanda, sim, um pouquinho de introspecção para entender os ajustes que precisam acontecer para continuarmos seguindo com os dias.


Como acolher a tristeza sem culpa?


A tristeza geralmente é encarada como uma falha. Porém, quando acolhida com franqueza nos ensina mais de nós mesmos. E a partir disso desenvolvemos mais e melhor nosso mundo interior – nossa inteligência emocional.


Socialmente falando, somos hiper estimulados a buscar a felicidade e o prazer todo o tempo quando na verdade a tristeza é, assim como a chuva, um fenômeno inevitável da vida. Porém, ainda assim acolher a tristeza não é tarefa tão fácil.


Envolve encarar um desconforto, assumir alguma vulnerabilidade ou reconhecer que houve primeiramente expectativa, alguma fantasia, de nossa parte. Ou simplesmente conviver com algo que não podemos mudar.


É importante destacar que acolher tristeza é muito mais do que motivar-se e vestir um sorriso em meio ao caos. Significa não mentir sobre o sentimento, e ao mesmo tempo reconhecer que estar triste não tira nosso poder de decisão tal como a mente deprimida faz pensar.


Até onde ela é natural?


A tristeza deixa de ser uma reação natural frente à decepção e aos imprevistos da vida quando aumenta em sua intensidade e frequência. Quando guia o dia a dia da pessoa. O transtorno depressivo é o que geralmente surge. É comum pessoas deprimidas terem uma queda na motivação e energia, na sua capacidade atencional e até mesmo de memorização. Não é a toa que o humor também oscile entre raiva, sentimentos de impotência e culpa.


Casos assim são debilitantes e,emocionalmente falando, é realmente desafiador agir com esperança ou otimismo. O tratamento psicológico e medicamentoso são o meio de restaurar o equilíbrio mental e emocional.


Como levantar o moral, então?


Em geral, a tristeza tem a capacidade de nos deixar em suspenso. Ou seja, com uma sensação de desencaixe. É comum ela alimentar sentimentos de tédio ou raiva. Isso dá margem para ser rude com outros.


Mudar nosso estado de espírito e levantar o moral é algo muito particular, pois há pessoas que preferem discorrer com mais profundidade sobre sua tristeza (via escrita, trabalho artístico ou conversa com alguém de confiança) enquanto outros preferem se distrair em atividades contrárias, que animem (como uma atividade física).


Seja como for, a base desses dois estilos de levantar o moral só serão estratégias valiosas se:


1) ajudarem a compreender o motivo da tristeza,

2) ajudarem a encontrar meios de reverter a situação, e

3) contribuírem para um melhor entendimento de si.


Traduzir o sentimento envolve vivê-lo como ele se apresenta dentro de nós. Se não nos permitimos isso, não damos vazão ao incômodo, ruminamos impaciência e nos desgastamos a ponto de não apostar na gente. Daí, num ciclo, ficamos céticos com nós mesmos e por extensão com o mundo. Isso sim é triste demais.




Fonte

Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente – Daniel Goleman, Editora Objetiva (1995)

Como manter a mente sã – Philippa Perry, Editora Objetiva (2012)

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