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Thiago Barbosa Gomes

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As três formas de lidar com as emoções

Atualizado: 10 de Set de 2019

Existem três formas básicas de lidar com as emoções. Cada uma delas influencia na nossa visão do mundo, estilo de trabalhar e de conviver também. Ou seja, elas estão ligadas a nossa criatividade para seguir com os dias. Entender sobre cada uma delas ajuda a perceber nossa aptidão mental e exercitar nossa autoconsciência. Em outros termos, isso significa evitar os temidos sequestros emocionais, a autossabotagem e o adoecimento (nosso e de nossos relacionamentos). Este artigo lhe ajudará a se precaver contra isso.


Autoconsciência é tudo


À primeira vista, pode parecer que nossos sentimentos são óbvios. A autoconsciência é a capacidade de observação e o registro sem julgamentos de nossas emoções mais básicas e desejos. É como abraçar a si mesmo, numa total compreensão de si. Tanto a parte aceitável como a parte vergonhosa irão fazer parte desse abraço.


Por vários motivos, as pessoas nem sempre se atentam ao que realmente sentem. Essa facilidade de deixar-se levar pela emoção e não prestar atenção a si mesmo é chamada de sequestro emocional. Talvez lembre-se do caso em que conversamos sobre a atendente de um Pronto Atendimento deixou-se levar por uma lembrança e foi ríspida durante a emergência a sua frente. Há também situações em que as pessoas até reconhecem o que estão sentindo, mas ignoram, temem assumir ou nada fazem a respeito. São formas eficientes de se autossabotar.


Por que a autoconsciência é um desafio?


Os imprevistos da rotina, certos desafios e alguns hábitos cultivados pela criação familiar são algumas das camadas que tornam o abraço honesto de si um pouco amedrontador. Exercitar a autoconsciência envolve compaixão consigo mesmo para lidar com o que vemos como inapropriado em nós. Temos a tendência de acreditar que a emoção diz respeito ao nosso caráter. Porém, o caráter tem a ver com o que nós fazemos a respeito desses sentimentos, desejos e emoções que nos atravessam.


Essa forma mais franca de tratar de si mesmo é uma verdadeira alfabetização emocional. Requer uma boa dose de paciência e, como dito antes, autocompaixão.


As três formas de lidar com as emoções


Em geral, as pessoas se comportam de três formas bem específicas em relação às próprias emoções. Elas podem ser, sim, mudadas com algum esforço e dedicação. À medida que a pessoa se torna mais autoconsciente, ela é enxergada por outros como alguém inteligente, confiável, produtiva e sensata mesmo com suas limitações, alguma falha ou momento de sequestro emocional. Essas três formas são:


Autoconscientes: são pessoas conscientes de seu estado de espírito do momento. Lidam com suas emoções de forma clara e isso ressalta seus próprios traços de personalidades. São mais autônomas e francas com seus limites, tendem a ser mais otimistas com a vida. Quando entram num estado de espírito negativo, não ficam martelando nele.


Mergulhadas: são pessoas mergulhadas nas emoções, o que torna mais difícil de fugir delas – especialmente as negativas. É como se determinado humor tomasse conta de seu juízo crítico. Agem com mais instabilidade e é comum se sentirem esmagadas pela emoção e força do pensamento.


Resignadas: podem até enxergar com clareza o que sentem, porém não tentam mudar. Aqui parece haver dois subtipos de resignação (abandono de si): pessoas que estão geralmente de bom humor e pouca motivação para mudá-lo; e as aceitam os estados negativos sem questionamento, mesmo que incomodadas. É o famoso “deixa rolar, é assim mesmo”. Este é um padrão de comportamento em pessoas deprimidas que se resignam ao desespero.


E aí, com qual desses você mais se identificou?




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Fonte

Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente – Daniel Goleman (1995)

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